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Jé Santiago abriu o jogo sobre seu disco “Re:ciclo” e muito mais.

Destaque da cena R&B atual, Jé Santiago teve 2017 como um dos seus melhores anos na música, seus trabalhos alcançando números incríveis de visualizações, shows, e sem contar que ele também participou de 2 projetos pela Pineapple e 1 pelo Rap Box, pra se consagrar ele quis encerrar o ano com seu disco “Re:ciclo” e trocamos uma ideia pesada com ele, confira abaixo.

1 – Matheus RapRJ: , como você conheceu o Rap? como foi o seu primeiro contato, alguém te apresentou, você escutou por acaso e curtiu? conta pra a gente como foi.

Jé Santiago : Eu conheci o rap muito cedo, sem ter noção do que era mas de alguma forma a batida e a forma com que as palavras eram colocadas nos versos me encantou. Eu tinha uns 12 anos, fuçando as coisas do meu tio eu encontrei alguns cds (Racionais mc’s, mv bill e as coletâneas “black total ou dynamite 97“. Eu ouvia aquilo diariamente até que comecei a consumir por conta própria.

2 – Matheus RapRJ: Como foi a sensação de entrar em um estúdio pra gravar sua primeira música? Você ficou nervoso, ansioso ou tranquilo e calmo pois sabia o que estava fazendo e era aquilo que você queria.

 Jé Santiago: A primeira vez que entrei em um estúdio pra gravar foi com 14 anos, em um projeto da minha igreja. Eu não fiquei tão nervoso pq a gravação era coletiva e varios dos meus amigos estavam la no dia. A primeira vez gravando uma musica de rap também não foi tão complicado. Foi na casa de um amigo e hoje meu engenheiro de som (Nauak). Só tava eu, ele e meu dj (Luketa) foi bem de boa, era uma parada experimental e não tinha pretensão alguma. Não era levado a sério como é hoje. A primeira vez que gravei algo “sério” foi a Valsalva com o Nego E. A responsabilidade era muito maior, tinha gente grande presente no estúdio o nervosísmo foi inevitável mas eu sabia o que fazer.

3 – Matheus RapRJ: Quais suas inspirações na música? Não precisa ser somente do Rap, pois vemos que você tem bastante influências de outros estilos musicais, conta quais são.

Jé Santiago: Inspiração pra fazer o que faço são vários. Vão de Tim Maia a Bryson Tiller. Eu escuto muita coisa e sempre aprendo algo com os artistas, sempre tento absorver o que existe de bom e aplicar na minha música. Nas minhas músicas você vai perceber influências de Travis Scott e Djavan na mesma musica ou até no mesmo verso, eu não tenho medo nem vergonha de explorar isso. Essas influências ajudaram a criar a minha identidade.

4 – Matheus RapRJ: Como você conheceu o pessoal da Recayd Mob? Você fez parte da criação do mesmo, ou foi convidado pra se juntar depois que já estava formado? como foi?

Santiago: Conhecia vários membros pela internet e a gente frequentava as mesmas festas, já que somos todos da mesma faixa etária e temos origens parecidas, inevitavelmente curtimos as mesmas coisas, tipo de música etc… Eu entrei no grupo já estava formado, mas ainda não era a “Recayd“, era só um grupo de whatsapp pra conversar sobre musica, moda e lifestyle. Eu não criei a mob mas definitivamente contribui na criação da identidade visual e musical.

5 – Matheus RapRJ: O que você acha dessa galera que julga quem faz Trap? que tem preconceito, falam que não é Rap, você acha que é ignorância ou falta de informação? pois todos sabemos que o trap é a vertente do Rap que mais cresce no Brasil.

Jé Santiago: O novo sempre é estranho. A falta de informação é um serio problema, visto todos recursos que temos hoje pra encontrar referências e origem de um subgênero. Eu não tenho problema com quem não gosta, o que incomoda é a necessidade de algumas pessoas em mostrar que não gosta, entende? Acredito que o trap teve um crescimento no Brasil tão grande que pegou os cara desprevenidos rs. Logo menos eles entendem o que tá acontecendo.

6 – Matheus RapRJ: Se você pudesse escolher 2 artistas da música brasileira pra gravar uma música em colaboração, quem você escolheria?

Jé Santiago: MC Livinho e Ludmilla

7 – Matheus RapRJ: Você lançou na semana passada o seu trabalho mais concreto, o disco “Re:Ciclo Lado A” conta como foi o processo de criação desse disco, como ele foi tomando forma e já adianta um pouco sobre o “Lado B” do disco, já tem alguma previsão pra iniciar o processo de gravação e tudo mais?

Jé Santiago: re:ciclo começou a tomar forma assim que lancei meu primeiro EP no começo do ano. Ele foi criado na transição da minha vida de pessoa “comum” e o artista. Representa o novo ciclo da minha vida, novas escolhas e novos desafios. É dificil descrever meu processo criativo, eu consigo escrever uma música em 10 minutos mas posso demorar semanas pra escrever um refrão. Foi algo bem divertido, eu não impus prazos nem segui alguma linha de criação, isso me deu certa liberdade criativa e tranquilidade, assim tudo aconteceu de forma bem natural. Quem me ajudou muito foi o Nego E  e meu amigo Lucas Rodrigues, responsável pela direção musical e direção visual respectivamente. O lado B já está sendo desenvolvido, e o conceito e faixas praticamente prontos, o processo de gravação é o mais fácil, consigo terminar tudo muito rápido. Só preciso acertar algumas paradas do Lado A para poder soltar o B, ainda não vejo a necessidade de soltar o projeto, vou esperar os caras me alcançar ainda primeiro.

8 – Matheus RapRJ: Jé, agradecemos pela atenção e por compartilhar com a gente um pouco do seu tempo e conhecimento, deixamos esse espaço aberto pra você falar algo que quiser.

Jé Santiago: Eu que agradeço o convite, vocês são foda! Unica mensagem que deixo aqui é ouça o re:ciclo.

 

Confira:

 

 

Sobre o autor

Matheus Rangel

Matheus Rangel é CEO, colunista, designer e administrador nas redes sociais do Canal RapRJ sigo realizando sonhos desde 2014 e não pretendo parar.

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